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Stonni
Guia · 3 de 6

Teto ou parede: a escolha pela originalidade. A pergunta não é qual é melhor, e sim o que o veículo permite.

As duas famílias climatizam a cabine e as duas funcionam com o motor desligado. O que as distingue é onde o equipamento é instalado, que intervenção a instalação exige e — o ponto decisivo para muitos proprietários — se o veículo permanece original.

De teto: tudo num corpo só, sobre a cabine

O equipamento inteiro — compressor, condensador e evaporador — fica num gabinete único instalado sobre o teto, com um recorte na chapa por onde passam o ar e a fiação. É a montagem mais comum e a mais direta quando o teto está livre.

A favor:

  • Não ocupa espaço dentro da cabine. Nada de gabinete na parede, atrás do banco ou embaixo da cama.
  • Instalação concentrada. Um só ponto de fixação e um só ponto de vedação.
  • É onde está a maior parte da linha — do Advantage Mini ao G3 Night Power.

Contra:

  • Exige intervenção na estrutura. O recorte é definitivo, e é o ponto que leva muitos proprietários a hesitar.
  • Altura. O gabinete eleva o perfil da cabine em alguns centímetros, o que é relevante em garagens baixas e em determinados tipos de carga.
  • Peso na parte superior. Os modelos de teto variam de 22 kg a 40 kg, e essa carga concentra-se no ponto mais alto do veículo.

De parede: compressor separado, veículo original

Nesta configuração o conjunto é dividido: a unidade de troca de calor é instalada na lateral ou atrás da cabine, e a unidade que insufla o ar permanece na parte interna. Entre as duas correm as linhas de gás. A estrutura superior do veículo não sofre intervenção.

A favor:

  • Preserva a originalidade do veículo. Para o profissional, o caminhão é patrimônio e será revendido um dia. Alteração permanente na estrutura é alteração no bem — e essa é a razão pela qual a linha de parede existe.
  • Atende casos em que o teto está indisponível: baú, carreta-cabine ou teto já ocupado por outro equipamento.
  • Não altera a altura do veículo.
  • Distribui o peso em posição mais baixa, em vez de concentrá-lo no teto.

Contra:

  • Ocupa espaço interno — a unidade de dentro precisa de um lugar na parede da cabine.
  • Instalação mais trabalhosa: são duas peças e a tubulação entre elas, em vez de um bloco só.
  • A linha é menor, concentrada nos modelos Clean, Split e Modular.

Um resumo de quando cada família é indicada

Indicação mais provável. Confirme sempre com o responsável pela instalação.
Situação Costuma ser
Cabine com teto livre e sem restrição de alturaTeto
Veículo com baú ou carreta-cabineParede
Teto já ocupado por claraboia ou outro equipamentoParede
Veículo que o proprietário deseja manter originalParede
Veículo alugado, financiado ou destinado a revenda próximaParede
Motorhome com teto disponívelTeto
Garagem ou box com pé-direito apertadoParede

O que a escolha altera no consumo

Pouco — e não é esse o critério de decisão. O que efetivamente muda é o requisito elétrico: os modelos de parede exigem 150 Ah de bateria e alternador de 90 A, um patamar acima dos 110 Ah e 80 A típicos dos de teto. Em um veículo que já opera no limite, esse requisito pode ser determinante.

Onde continuar

Envie uma foto do teto da cabine

Com a imagem do teto pelo lado externo e da parede interna é possível indicar qual das duas famílias é compatível com o seu veículo — e, frequentemente, qual delas representa a instalação mais simples.